Aplicativos de transporte comemoram aprovação de emendas a projeto de lei que regulamenta o setor

Aplicativos de transporte comemoram aprovação de emendas a projeto de lei que regulamenta o setor

As empresas de transporte individual urbano por meio de aplicativos, como Uber e Cabify, comemoraram nesta quarta-feira a aprovação pelo plenário do Senado Federal do projeto de lei que regulamenta o setor, com emendas que o tornaram mais amigável aos aplicativos.

Na noite de terça-feira, projeto de lei 28 foi aprovado pelos senadores com emendas que retiram pontos polêmicos e criticados por empresas do setor, como a obrigatoriedade que o veículo esteja em nome do condutor, a placa vermelha e a proibição da regulamentação do modal pelos municípios.

“Em seu texto original, o projeto inviabilizava a operação de aplicativos de transporte individual em todo o país”, disse a Cabify em comentários sobra a votação.

O texto com modificações volta agora para a apreciação da Câmara dos Deputados, antes de ser enviado para sanção presidencial.

“O Senado Federal ouviu as vozes dos mais de 500 mil motoristas parceiros e dos 17 milhões de usuários da Uber, retirando do PLC 28/2017 muitas das burocracias desnecessárias propostas, como a exigência de placas vermelhas”, disse o Uber em nota.

As emendas foram resultado de um acordo negociado por lideranças do Senado, que foi acompanhado por protestos de motoristas e observado de perto pelas empresas, incluindo o presidente-executivo do Uber, Dara Khosrowshahi, que veio ao Brasil devido à votação.

“Entendemos que o texto final aprovado pelos senadores é equilibrado. As emendas adicionadas ao projeto garantem mais proteção aos usuários, uma vez que exigem seguro de acidentes pessoais e checagem de antecedentes dos condutores”, disse a brasileira 99, em nota.

Apesar da vitória, as empresas manifestaram expectativa quanto ao andamento da proposta na Câmara dos Deputados.

“A startup está confiante de que o bom senso irá prevalecer e a Câmara dos Deputados manterá as alterações aprovadas pelo Senado”, afirmou a 99.

Fonte: Reuters

Prefeituras de SP e RJ anunciam parceria e lançam aplicativos próprios de táxi

Prefeituras de SP e RJ anunciam parceria e lançam aplicativos próprios de táxi

A prefeitura de São Paulo lançou nesta quarta-feira seu próprio aplicativo para taxistas, em uma parceria para cooperação tecnológica com a prefeitura do Rio de Janeiro.

Em evento realizado em São Paulo, os prefeitos João Doria (PSDB-SP)e Marcelo Crivella (PRB-RJ) anunciaram o acordo no qual a prefeitura do Rio irá ceder gratuitamente a tecnologia de desenvolvimento do aplicativo para São Paulo.

O objetivo, segundo as prefeituras, é oferecer mais competitividade aos taxistas, em um mercado já disputado por empresas como Uber, Cabify e 99.

“Ele (taxista) agora poderá disputar de igual para igual com os demais aplicativos. Ele poderá oferecer descontos e disputar viagens no mercado, o que antes ele não podia”, disse Crivella.

“Em pontos turísticos, a prefeitura vai dar condição a esse seu agente de ter exclusividade. O que faz com que o jogo comece a ficar um pouco mais equilibrado.”

O SP Táxi e o Taxi.Rio, como foram nomeados os aplicativos, também serão gratuitos para os motoristas, ao contrário das empresas particulares, que cobram uma porcentagem sobre as corridas dos motoristas. Apesar disso, autoridades das duas cidades descartaram que haverá concorrência predatória.

“Não é sobre ser contra o Uber, mas sim, ser a favor do táxi”, disse Fábio Pimentel, presidente do Iplanrio, agência pública carioca que desenvolveu o aplicativo.

O Taxi.Rio já opera em fase de testes desde junho, com 500 usuários selecionados e sete mil motoristas cadastrados, será aberto para a população na última segunda-feira de outubro, de acordo com Pimentel.

A previsão da prefeitura paulista é que a transferência e adaptação da tecnologia para São Paulo, bem como cadastramento de motoristas e fase de testes, aconteça em 90 dias, enquanto a disponibilização para a população ocorrerá em janeiro de 2018.

Todo o projeto será adaptado em São Paulo pela estatal Prodesp, sem a contratação de empresas terceirizadas. Ainda não há estimativa de custos para os cofres públicos paulistas, mas o secretário de Transportes de São Paulo, Sergio Avelleda, disse que o gasto será menor que os 2 milhões de reais desembolsados pelo Rio em seu próprio aplicativo.

As prefeituras também enxergam uma possibilidade de economia com os aplicativos. No futuro, uma das opções cogitadas é a adoção dos aplicativos para o transporte de funcionários, nos moldes de um contrato lançado pela prefeitura paulista esse ano, do qual a 99 saiu vencedora.

Questionado sobre a possível adoção do SP Táxi para esse fim, Avelleda disse que essa era uma possibilidade que deveria ser analisada, mas que o contrato atual com a 99 será mantido.

“Seguramente, a prefeitura já assinou o contrato e vai cumpri-lo. Quando terminar o contrato poderá ser avaliada a alternativa da prefeitura usar esse aplicativo”, disse Avelleda.

Procurada pela Reuters, a 99 manifestou apoio à iniciativa. “A 99 é sempre a favor que o passageiro e o motorista tenham opção. Quanto mais opções melhor.”

O secretário paulista também não acredita que o aplicativo possa canibalizar o Kabx, aplicativo lançado há pouco tempo pelo Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo.

“Acho que tem espaço para todo mundo. Vamos conversar com o sindicato dos taxistas para ‘customizar’ nosso aplicativo de acordo com as necessidades deles e podemos até pensar em eles aderirem, ou não, mas é um mercado muito grande”, disse Avelleda.

De acordo com dados da prefeitura de São Paulo, a capital conta com 37,5 mil alvarás de táxi e quase 77 mil motoristas credenciados ativos.

Procuradas pela Reuters, Uber e Cabify não responderam imediatamente a um pedido de comentários. Já o Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo afirmou em nota que os taxistas passarão a ter “uma vantagem na concorrência com outros aplicativos que atuam sem regulamentação, como Uber, 99 e Cabify, e cobram altas porcentagens dos motoristas sobre cada corrida”.

 

Dubai inicia testes em tentativa de se tornar primeira cidade com táxis voadores

Dubai inicia testes em tentativa de se tornar primeira cidade com táxis voadores

Dubai exibiu nesta segunda-feira um voo do que disse será em breve o primeiro serviço de táxi de drone do mundo, dentro do ambicioso plano da cidade dos Emirados Árabes Unidos para liderar a inovação no mundo árabe.

O táxi voador desenvolvido pela empresa de drones alemã Volocopter se assemelha a um pequeno helicóptero de dois lugares e 18 hélices.

O aparelho não tinha tripulação no voo de teste.

Produzido para funcionar sem controle remoto e com duração máxima de 30 minutos, o táxi voador vem com abundância de sistemas de segurança em caso de problemas: baterias reservas, rotores e, para o pior dos casos, um par de paraquedas.

A Volocopter está em uma corrida com mais de uma dúzia de empresas europeias e norte-americanas bem financiadas para criar uma nova forma de transporte urbano, resultado do cruzamento de um carro elétrico autônomo e uma aeronave de decolagem e pouso vertical.

Entre os concorrentes estão a gigante aeroespacial Airbus, que pretende apresentar um táxi voador até 2020; a Kity Hawk, apoiada pelo cofundador do Google, Lary Page; e a Uber.

A Volocopter realizou seu primeiro voo teste em uma cerimônia organizada para o príncipe de Dubai, Sheikh Hamdan bin Mohammed.

Os Emirados Árabes Unidos procuram se distinguir em uma região mergulhada em guerras e conflitos como uma sociedade de alta tecnologia e do futuro.

O país planeja enviar uma sonda não tripulada para Marte até 2021, a primeira missão do mundo árabe no espaço, e Dubai, de muitas maneiras, liderou sua marcha para o futuro, introduzindo os primeiros protótipos de metrôs autônomos e policiais robôs da região.

Fonte: Reuters

Foguete para viagens intercontinentais é a nova ideia de Elon Musk

Foguete para viagens intercontinentais é a nova ideia de Elon Musk

O bilionário do Vale do Silício Elon Musk delineou nesta sexta-feira planos ambiciosos para uma missão tripulada para Marte e um foguete para transporte intercontinental de passageiros.

A SpaceX planeja sua primeira viagem ao planeta vermelho em 2022, carregando apenas carga, e será seguida por uma missão tripulada em 2024, disse Musk, também criador da montadora de carros elétricos de luxo Tesla.

A primeira missão humana da Nasa para Marte é esperada para acontecer uma década mais tarde.

Musk, presidente-executivo e principal designer da Space Exploration, disse que a SpaceX reduziu o tamanho do foguete que está desenvolvendo para ir a Marte, com objetivo de começar a construção da primeira nave espacial na primeira metade de 2018.

Quanto ao foguete intercontinental de passageiros – um conceito familiar para os fãs de ficção científica – disse Musk: “Se você construir uma nave capaz de ir a Marte, e se você pegar a mesma nave e ir de um lugar para outro na Terra? Analisamos isso e os resultados são bastante interessantes”.

Ele mostrou um vídeo com imagens de um foguete decolando em Nova York e desembarcando em vários lugares do planeta, com indicação de tempo de voo de menos de uma hora entre cidades em lados opostos do planeta. Uma viagem de Nova York a Xangai poderia ser feita em 39 minutos, por exemplo.

Musk já havia planejado usar uma série de veículos espaciais para apoiar a colonização de Marte, começando com uma cápsula não tripulada chamada Red Dragon em 2018, mas disse que a SpaceX agora está focada em um único foguete, mais fino e menor.

O foguete seria parcialmente reutilizável e capaz de voar diretamente da Terra para Marte, além de poder transportar 100 passageiros e também ser usado para transporte rápido na Terra, disse Musk.

Fonte: Reuters